ELA SE APAIXONOU PELO FILHO DO CEO

 


ELA SE APAIXONOU PELO FILHO DO CEO

Eu sabia que me apaixonar por ele era um erro… só não imaginava que descobriria o motivo da nossa separação no dia do nosso casamento.

Meu nome é Han Ji-eun, e durante muito tempo acreditei que o amor acontecia quando duas pessoas simplesmente se encontravam no momento certo.

Hoje sei que, às vezes, duas pessoas podem se amar de verdade e ainda assim existir alguém trabalhando todos os dias para separá-las.

Eu conheci Kang Tae-hyun em uma manhã de chuva.

Naquela época, eu não sabia quem ele era.

Muito menos que seu pai era um dos homens mais poderosos da Coreia.

Para mim, ele era apenas o homem que apareceu na cafeteria onde eu trabalhava.

E foi justamente por isso que me apaixonei.


Eu trabalhava desde cedo.

Minha família não tinha dinheiro, então aprendi rapidamente que sonhos eram coisas bonitas, mas contas precisavam ser pagas.

De manhã, trabalhava em uma pequena cafeteria.

À tarde, fazia serviços administrativos em uma clínica.

À noite, estudava.

Minha mãe sempre dizia:

— Você trabalha demais.

Eu sorria.

— Só até minha vida melhorar.

Eu acreditava nisso.

Até aquele dia.

A chuva caía tão forte que quase ninguém entrava na cafeteria.

Eu estava organizando algumas mesas quando um homem entrou completamente molhado.

Ele usava um terno escuro, mas parecia irritado.

Sentou-se sozinho perto da janela.

— Um café, por favor.

— Claro.

Levei o café até ele.

Quando me virei, ouvi:

— Espere.

Olhei para trás.

— Sim?

Ele apontou para a xícara.

— Você colocou açúcar.

— O senhor pediu café doce.

Ele franziu a testa.

— Eu não pedi.

Sorri.

— Pediu sim. Disse que estava tendo um dia ruim e precisava de alguma coisa doce.

Ele ficou em silêncio.

— Eu disse isso?

— Disse.

Ele tomou um gole.

Depois sorriu discretamente.

— Talvez eu esteja realmente tendo um dia ruim.

Foi assim que tudo começou.


Ele passou a voltar todos os dias.

Sempre no mesmo horário.

Sempre na mesma mesa.

E sempre com alguma desculpa para conversar comigo.

— Você nunca descansa?

— Você nunca trabalha?

— Trabalho.

— Então por que está sempre aqui?

Ele sorriu.

— Talvez eu goste do café.

Eu sabia que não era o café.

E ele sabia que eu sabia.

Mas nenhum dos dois dizia.

Até que uma noite ele me esperou na porta.

— Posso acompanhar você?

— Para onde?

— Até sua casa.

— Você nem sabe onde eu moro.

— Então me diga.

Eu ri.

— Você é sempre assim?

— Assim como?

— Convencido.

Ele colocou as mãos nos bolsos.

— Só quando estou nervoso.

Foi a primeira vez que percebi que ele também estava com medo.


Nos meses seguintes, nos aproximamos.

Passeávamos depois do trabalho.

Conversávamos por horas.

Ele nunca falava sobre a família.

Eu nunca perguntava.

Até que, certa noite, perguntei:

— Você trabalha com o quê?

Ele ficou em silêncio.

— Em uma empresa da minha família.

— Seu pai tem uma empresa?

— Sim.

— Grande?

Ele sorriu.

— Muito.

— Então você é rico?

Ele desviou o olhar.

— Mais ou menos.

Eu ri.

— Isso não existe.

Ele segurou minha mão.

— Para mim, não importa.

Eu não entendi.

Naquele momento, ainda não sabia que ele estava tentando me proteger.


Nosso primeiro beijo aconteceu em uma noite de inverno.

Foi simples.

Sem luxo.

Sem música.

Apenas nós dois caminhando pelas ruas iluminadas de Seul.

Depois daquele dia, eu soube que estava apaixonada.

E ele também.

Mas o segredo não durou.

Um dia, cheguei à cafeteria e encontrei um homem esperando por mim.

Terno impecável.

Relógio caro.

Expressão fria.

— Han Ji-eun?

— Sim.

— Meu nome é Kang Min-jae.

Meu coração gelou.

Eu conhecia aquele nome.

Todo mundo conhecia.

Ele era o CEO do Grupo Kang.

E era o pai de Tae-hyun.


Ele colocou um envelope sobre a mesa.

— Quanto você quer?

Fiquei ofendida.

— Desculpe?

— Para desaparecer da vida do meu filho.

Empurrei o envelope de volta.

— O senhor está enganado.

— Não estou.

— Eu não quero seu dinheiro.

Ele me observou.

— Então quer o quê?

— Que ele seja feliz.

Ele ficou em silêncio.

— Você não entende como esse mundo funciona.

Levantei.

— Talvez eu não entenda mesmo.

— Tae-hyun vai assumir a empresa.

— Isso é problema dele.

— E você será um problema para ele.

Eu respirei fundo.

— Eu não vou deixar de gostar dele porque o senhor acha que eu não sou suficiente.

Ele me encarou.

Então disse algo que jamais esqueci:

— Você vai descobrir que o amor não é suficiente.


Quando contei a Tae-hyun, ele ficou furioso.

— Meu pai falou com você?

— Sim.

— O que ele disse?

— Que eu deveria desaparecer.

Ele segurou minha mão.

— Não faça isso.

— Tae-hyun...

— Eu escolho você.

Foi a primeira vez que alguém me escolheu sem hesitar.

E eu acreditei.


Pouco depois, ele me levou para conhecer sua família.

Foi quando descobri que ele não era apenas filho de um CEO.

Era o herdeiro.

A família inteira me recebeu com silêncio.

Sua mãe sorriu educadamente.

Sua avó sequer olhou para mim.

E então apareceu Kang Soo-ah.

A mulher que todos acreditavam que se casaria com Tae-hyun.

Ela era elegante.

Rica.

Educada.

E parecia conhecer cada pessoa daquela casa.

Ela me abraçou.

— Finalmente conheci você.

Sorri.

— Você já sabia quem eu era?

Ela respondeu:

— Todo mundo sabe.

Naquela noite, quando fui embora, ela me acompanhou até a porta.

— Você realmente gosta dele?

— Sim.

Ela sorriu.

— Então deveria ter cuidado.

— Com quê?

Ela se aproximou.

— Com as pessoas que dizem que querem proteger vocês.


Depois disso, comecei a perceber coisas estranhas.

Tae-hyun começou a receber ligações que não atendia perto de mim.

Documentos desapareciam.

Meu chefe passou a me tratar diferente.

Uma colega começou a espalhar rumores.

E então perdi meu emprego.

Sem explicação.

Depois, minha mãe recebeu uma proposta de trabalho em outra cidade.

Tudo parecia acontecer ao mesmo tempo.

Tae-hyun dizia:

— Não se preocupe.

Mas eu estava começando a perceber.

Alguém estava tentando nos separar.


Então aconteceu a primeira grande traição.

Recebi uma fotografia.

Tae-hyun estava sentado em um restaurante com Soo-ah.

Os dois pareciam íntimos.

Atrás da fotografia havia apenas uma frase:

"Ele nunca pretendeu se casar com você."

Liguei para ele.

— Onde você está?

— Em uma reunião.

— Com Soo-ah?

Silêncio.

— Ji-eun...

— Você mentiu para mim.

— Não é o que você está pensando.

— Então explique.

— Eu não posso.

Foi o suficiente.

Desliguei.

Naquela noite, chorei pela primeira vez por causa dele.

E decidi terminar.


Três dias depois, descobri que estava grávida.

Meu mundo parou.

Eu queria contar.

Mas então recebi outra mensagem.

Dessa vez, do pai de Tae-hyun.

"Se você realmente o ama, não conte."

Havia um documento anexado.

Era um contrato.

E nele estava escrito que, caso Tae-hyun rompesse o compromisso familiar, perderia sua posição na empresa.

Eu não sabia o que fazer.

Então desapareci.


Cinco anos se passaram.

Eu criei minha filha sozinha.

Nunca contei quem era o pai.

Até que, um dia, entrei em uma grande empresa para uma entrevista.

Quando levantei os olhos...

Ele estava lá.

Tae-hyun.

Mais sério.

Mais elegante.

Mas com os mesmos olhos.

Ele me reconheceu imediatamente.

— Ji-eun?

Eu não consegui responder.

Então minha filha correu até mim.

Ele olhou para ela.

Depois para mim.

E seu rosto mudou.

— Ela é...

Eu segurei a mão da minha filha.

— Minha filha.

Ele ficou olhando para a criança.

E então percebeu.

Os olhos dela eram iguais aos dele.


Naquela noite, Tae-hyun apareceu na minha porta.

— Por que você foi embora?

— Porque eu achei que você tinha escolhido outra pessoa.

— Eu procurei você durante cinco anos.

— Eu recebi mensagens dizendo que você não queria me encontrar.

Ele ficou pálido.

— Eu nunca mandei nenhuma mensagem.

Meu coração parou.

— Então quem mandou?

Ele não respondeu.


Começamos a investigar.

Descobrimos que as mensagens haviam sido enviadas do escritório do pai dele.

Mas havia algo ainda mais estranho.

Soo-ah também tinha recebido mensagens falsas.

Ela pensava que Tae-hyun havia escolhido outra mulher.

Durante cinco anos, todos acreditaram em mentiras diferentes.

E alguém havia construído cuidadosamente aquelas mentiras.


Quando confrontamos o CEO, ele finalmente confessou uma parte.

— Eu queria proteger meu filho.

Tae-hyun ficou furioso.

— Você destruiu minha vida!

Mas seu pai respondeu:

— Não fui eu.

Silêncio.

— Eu comecei a separação. Mas alguém continuou depois que eu parei.

Todos se entreolharam.

Então Soo-ah apareceu.

Ela colocou um envelope sobre a mesa.

— Eu sei quem foi.

Dentro havia documentos.

Assinaturas.

Transferências.

E uma gravação.

A pessoa responsável por continuar destruindo nosso relacionamento era alguém que estava dentro da família.

Alguém que sempre parecia estar tentando nos ajudar.


Era a avó de Tae-hyun.

Ela não queria que ele assumisse a empresa.

Queria que Soo-ah se casasse com ele para unir duas famílias empresariais.

Mas ainda havia outra surpresa.

Soo-ah não havia participado do plano.

Na verdade, ela também havia sido manipulada.

E foi ela quem passou anos tentando descobrir a verdade.

Quando tudo veio à tona, Tae-hyun finalmente procurou minha mãe.

Ele se ajoelhou diante dela.

— Eu não posso devolver os cinco anos que perdi com sua filha.

Minha mãe chorou.

— Então não perca os próximos.


Meses depois, Tae-hyun deixou a empresa.

Não porque perdeu.

Mas porque finalmente percebeu que não queria viver uma vida escolhida por outras pessoas.

Ele começou seu próprio negócio.

Eu continuei trabalhando.

Nossa filha começou a chamá-lo de pai.

E, pela primeira vez, nossa história parecia ter encontrado um final feliz.

Até a noite em que recebi uma carta.

Sem remetente.

Dentro havia uma fotografia antiga.

Nela, aparecia Tae-hyun ainda criança.

Ao lado dele estava uma mulher que eu nunca tinha visto.

No verso estava escrito:

"Se você realmente quer saber por que sua história começou naquela cafeteria, procure a mulher da fotografia."

Olhei para Tae-hyun.

Ele ficou pálido.

— Você conhece essa mulher?

Ele demorou para responder.

— Conheço.

— Quem é?

Ele segurou minha mão.

— A mulher que meu pai passou vinte anos tentando esconder.

E naquele instante percebi que nossa história de amor talvez nunca tivesse sido apenas uma história de amor.

Talvez nosso encontro tivesse começado muito antes daquela manhã de chuva.

E talvez eu tivesse sido escolhida para entrar naquela família por uma razão que ainda não conhecia.

Porque o maior segredo do filho do CEO ainda estava esperando para ser descoberto.

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